notícia RTP sobre a providência cautelar

A Cidade de Braga tem vindo a assistir, desde o início do ano, a um estranho processo de remoção de terras e de abate de árvores, que afecta os terrenos das “Oficinas de São José”. O alvará só surgiu em Fevereiro e, de acordo com o processo de licenciamento, está em curso a construção de uma superfície comercial “Continente Bom Dia” no quarteirão formado pela Rua 25 de Abril, Av. 31 de Janeiro, Senhora-a-Branca e ruas do Raio e de Goa.

Se tal projecto se concretizar, a vida escolar e urbana de todo este bairro vai ser gravemente afectada pelo trânsito, pelo ruído, pela decadência, pela instabilidade e pela fealdade provocadas por uma superfície comercial de subúrbio edificada à revelia de qualquer indício básico de bom senso.

Até agora, esta zona da cidade manteve-se harmoniosa e acolhedora, apesar do trânsito escolar e da suave agitação permitida pelo comércio local. A concretização da obra terá consequências muito negativas no que à poluição, à impermeabilização do solo e ao aumento da temperatura dizem respeito. Que irá passar-se com o trânsito? Que caos se prepara? Que desastre irá acontecer ao pequeno comércio local?

Lembremos a breve história desta nossa zona da cidade. O projecto de urbanização data de 1958 e é da autoria do Eng. Miguel Resende. Todo o conjunto, da Avenida da Liberdade à Escola de São Vítor, forma um agradável bairro que chegou até aos nossos dias sem alterações de monta. Para o local onde agora se quer edificar a superfície comercial estavam previstos, à face da rua, edifícios habitacionais e, nas traseiras, logradouros. Embora o plano já não esteja em vigor, os princípios que o nortearam, aliás retomados pelo actual PDM, devem inspirar qualquer intervenção urbanística contemporânea que acrescente qualidade ao espaço urbano.

Ao alegar que não tem instrumentos para impedir esta operação urbanística, o Presidente da Câmara Municipal de Braga demite-se dos seus poderes, deixando ao exclusivo arbítrio dos proprietários e dos investidores a intervenção numa zona sensível da cidade. Qual o papel da Câmara na defesa da cidade, da saúde pública e da harmonia urbanística? Qual o papel dos técnicos e dos especialistas em planeamento urbano? A concretização deste projecto atinge gravemente o coração da cidade e constitui uma grave ofensa aos cidadãos.

Assim, os signatários consideram que este projecto de instalação de uma superfície comercial de média dimensão na Rua 25 de Abril é contrário ao interesse público e não pode ser executado. É obrigação da Câmara Municipal, no uso dos seus poderes, desenvolver negociações com os proprietários no sentido de encontrar uma solução urbanística digna, que se adeque a esta zona nobre da cidade.

OS CIDADÃOS
Adélia Mendes, Adolfo Fernandes, Adolfo V. C. e Costa, Alberto Manuel Miranda, Alexandre Fernandes, Almeno Gonçalves, Amadeu Santos, Ana Barbosa, Ana Barros, Ana Cristina Brandão d’Almeida Ferreira Lavender, Ana Leite, Ana Maria Moura, Ana Maria Pereira, Ana Sofia Pereira da Silva, Ana Ulisses, António José Mendes, António Pedro Faria, António Sarmento, Artur Caldeira, Artur Feio, Camilo Silva, Carla Manuela Mendes, Carlos Almeida, Carlos Correia Teles, Carlos Dias, Carlos Gomes Ferreira, Carlos Mendes de Sousa, Carmo Roby Amorim, Carolina Justo Coelho, Catarina Malheiro Mouta, César Ferreira, Dario Silva, Eduarda Barbosa, Eduardo Peixoto de Almeida, Eduardo Sameiro P. M. Silva, Fabíola Lopes, Fernando Ilídio Ferreira, Francisco Sande Lemos, Helena Gama, Henrique Barreto Nunes, Henrique Regalo, Hermenegildo Araújo Mota Campos, Ilda Ferreira, Jaime Manso, João Delgado, João Gomes, Joaquim Gualberto Feio de Sá Carneiro, Jorge Cruz, Jorge Ulisses, José Alexande Areia Loureiro Basto, José António Coimbra Barbosa, José Luís Ribeiro, José Manuel Ferreira, José Manuel Lopes Cordeiro, José Manuel Tarroso Gomes, José Miguel Braga, José Rocha, Júlia Vale, Júlio Vilas Boas Gonçalves, Lia Raquel Oliveira, Lídia Braga, Luís António Martins dos Santos, Luís Cunha, Luís Filipe Ferreira Mourão, Luís Lima, Luís Tarroso Gomes, Maarten Vink, Manuel Afonso C. Gonçalves, Manuel de Oliveira Gomes, Manuel Moura Ferreira, Manuel Pinto, Manuel Sarmento, Manuela Almeida Gomes, Manuela Barreto Nunes, Maria Adelaide Vaz de Carvalho, Maria Augusta Ribeiro, Maria Fernanda Mendes, Maria Isabel Antunes da Silva Fidalgo, Maria José Gomes, Maria José Tinoco, Maria Leonor Vaz de Carvalho Godinho, Maria Manuel Oliveira, Maria Paz, Miguel M. Araújo, Miguel Soares, Moisés de Lemos Martins, Olga Miranda, Patrícia Jerónimo, Paula Nogueira, Paulo Oliveira Sousa, Pedro Coelho, Pedro Morgado, Pedro Pinheiro Augusto, Pedro Portela, Pedro Quintas, Pedro Remy, Ruben Silva, Rui Macedo Gonçalves, Salete Fernandes, Sofia Vaz, Suzana Fernandes da Costa, Tiago Godinho, Valdemar Lopes Ferreira

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Uma vez que há dezenas de pedidos para aderir ao manifesto, foi criada a Petição Pública «Em Defesa da Rua 25 de Abril» aberta à subscrição pública de todos os interessados. Para receber informações, além de assinar a petição, deixe o seu email em «Mensagens & Novidades».

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